LUA NA MITOLOGIA

Lua na Mitologia

Como seu irmão, o Sol, a Lua foi primeiramente considerada uma divindade sideral, conhecida sob o nome de Selene. Segundo os primeiros mitos, ao entardecer, quando Hélios termina a viagem pelo mundo, sua irmã começa seu próprio trabalho: vestida de trajes fulgurantes, parte num carro de prata, puxado por cavalos brancos, e jorra luz por toda a superfície da Terra.

Embora fosse uma divindade importante, a figura mítica de Selene pouco a pouco foi sendo identificada com Ártemis (Diana), deusa da fecundidade humana e animal, irmã de Apolo (assim como Selene de Hélios), ambos filhos de Júpiter e Latona, e que nasceram um imediatamente após o outro na ilha de Delos.

A origem mitológica de Ártemis é controvertida, porém sua vinculação com a Lua é indiscutível.

Os povos primitivos atribuíam grande importância ao astro noturno, pois acreditavam que ele exercia influência sobre alguns fenômenos naturais. Essa convicção alastrou-se posteriormente a povos de civilização mais evoluída, refletindo-se, por exemplo, na execução de trabalhos agrícolas: semeadura, poda e plantação de árvores.

Assimilada à Lua, Ártemis era considerada uma deusa bela e solitária, casta e pálida, sempre fugindo da companhia de outros deuses, indiferente a qualquer relação amorosa. Sob sua proteção colocavam-se as jovens esposas, principalmente no momento do parto. A ela consagravam-se as roupas das mulheres mortas durante o parto e as vestes das que festejavam um feliz nascimento.

Como deusa lunar, Ártemis era cultuada em várias partes da Grécia. Em Atenas era muito difundido o culto a Ártemis Bendidéia: em sua honra realizavam-se festas tão importantes que eram patrocinadas pelo Estado ateniense.

Ao ser identificada com a Lua, Ártemis também assumiu algumas das feições de Hécate, deusa dos encantamentos e dos sonhos, e, por isso, passou a ser invocada também nos assuntos de magia e feitiçaria.

ARTEMIS DIANA