AS CASAS ASTROLÓGICAS

Imagine por alguns segundos como você se sentiria em sua existência no útero. Flutuando ritmicamente nas águas da vida – não há o sentido de um indivíduo ou de uma identidade separada, nenhuma ideia de corpo, sentimentos ou mente como algo diferente de qualquer outra coisa. Sonhadoramente imerso num paraíso primordial, há apenas unidade e união com o resto da criação. O universo é o eu e o eu é o universo.

O nascimento nos tira dramaticamente deste reino de totalidade oceânica. Nascer significa “tomar” um corpo e proclamar o eu como um indivíduo único e distinto. Com base neste momento, o mapa natal é desenhado e nossa viagem através das Casas tem início.

ASC

Casa 1 – ASCENDENTE – Casa natural de Áries – Regida por Marte

O Ascendente mostra o grau exato do signo zodiacal que está se levantando no horizonte oriental na hora do nascimento. Coincidentemente com a primeira respiração independente que tomamos, a 1ª Casa proclama o início de um ciclo, o passo inicial ou estágio no processo do próprio ser.

Não importa o que nasce num momento de tempo, ele reflete as qualidades deste momento. O signo Ascendente vem à luz e se distingue da escuridão no mesmo tempo em que emergimos do escuro, escondido e indiferenciado lugar que é o útero materno. Em outras palavras, o Ascendente aparece quando nós aparecemos e suas qualidades refletem tanto quem somos quanto como conhecemos a vida.

Conceitos-chave: a lente através da qual percebemos o mundo. O foco que damos à vida. Os tipos de funções mais valiosas para a descoberta da nossa identidade única. Nosso relacionamento com o arquétipo da iniciação – como começamos as coisas. A experiência de nosso nascimento e o modo como entramos em novas fases da vida. Como estamos com a vida em geral. A atmosfera de nossa primeira infância. O efeito que causamos nos outros. A busca na qual o herói se engaja. Algumas indicações de vitalidade e de aparência física.

Casa 2 – Casa natural de Touro – Regida por Vênus

Com a 1ª casa a centelha inicial da identidade individual se manifestou e nossa entrada na vida foi definida. Agora, a tarefa que temos em mãos é a elaboração adicional de quem somos e a construção de um sentido mais sólido do Eu ou do ego pessoal. Nós necessitamos de mais definição, mais substância, maior senso de nosso próprio valor e de nossas habilidades. Necessitamos de alguma ideia do que é que possuímos que podemos chamar de nosso. Precisamos também ter uma noção do que valemos, daquilo que gostaríamos de nos tornar ou ganhar para podermos estruturar nossa vida de acordo. A 2ª Casa, normalmente descrita como sendo de “valores, posses, dinheiro e recursos”, preenche esta fase da viagem.

O rótulo tradicional da 2ª Casa faz com que ela pareça enquadrar somente o que é concreto e tangível e o que interessa ao fiscal do imposto de renda. Não se engane – há muito mais a ver.

Conceitos-chave: a diferença do corpo fora da matriz universal da vida. O conhecimento de que o corpo da mãe é o nosso próprio corpo. A ligação de nossa identidade com o corpo (o ego físico). A formação de um sentido mais sólido do “Eu” ou do ego pessoal. Como dar ao self maior definição, limitação e forma. Nosso bem inato. Faculdades inerentes ou capacidades que podemos desenvolver futuramente. Recursos ou atributos que nos dão um sentido de valor. O que constitui segurança para uma pessoa. Coisas a que nos apegamos. Aquilo que possuímos ou que esperamos possuir. O dinheiro e o mundo material – nosso relacionamento e atitude para com essas coisas. O que valemos. O desejo-natureza.

Casa 3 – Casa natural de Gêmeos – Regida por Mercúrio

Somente ao nos distinguirmos da totalidade da vida é que começamos realmente a ver e entender o que há ao nosso redor e a entrar em relação com o que encontramos. Tendo estabelecido algum conhecimento a respeito de nossas próprias limitações e de nossa forma podemos partir para explorar as limitações e as formas de outras coisas. Nesse meio tempo, chegamos à 3ª Casa e já estamos suficientemente evoluídos para examinar o ambiente mais de perto, para interagir com ele e formar ideias e opiniões a respeito do que encontramos.

No desenvolvimento mental, a 3ª Casa corresponde ao estágio da vida em que começamos a engatinhar e aprendemos a andar. Contanto que nos sintamos razoavelmente seguros e com a condição de que o ambiente não seja repressivo demais, nós naturalmente gostamos de ter nossa maior independência e autonomia. Nós queremos crescer e explorar. Análogo é o desenvolvimento da linguagem e a habilidade para se comunicar e identificar coisas.

Conceitos-chave: a diferença da mente e do corpo (o ego mental). O desenvolvimento da linguagem e a habilidade de distinguir sujeito e objeto, ator da ação representada. A mente concreta ou o processo do lado esquerdo do cérebro. Como usamos nossa mente – nosso estilo mental. Como explorar o ambiente próximo. Como nomear e classificar as coisas. A descoberta da relatividade: como nos comparamos com o que está ao nosso redor? Como essas coisas se comparam e se relacionam umas com as outras? O contexto geral através do qual vemos o ambiente que nos cerca. Irmãos – como nos relacionamos com eles. O que é igual em irmãos. O que projetamos neles. Nossos parentes – tios, tias, primos, vizinhos. A primeira experiência escolar. Todas as formas de comunicação – escrita, falada, troca de informações. Pequenas viagens. Os anos de crescimento em geral (idades difíceis dos 7 aos 14).

Casa 4 – Fundo do Céu – Casa natural de Câncer – Regida pela Lua

Quando nos aproximamos da 4ª Casa, é tempo de parar e assimilar aquilo que aprendemos. A tarefa que se apresenta é juntar nossos pedaços e peças e integrá-los em volta de um ponto central, ou eu que, daqui por diante, formará a base de nossa identidade.

O sentido do eu aqui dentro que a 4ª Casa nos proporciona dá uma unidade interior aos nossos pensamentos, sentimentos, percepções e ações.

A 4ª Casa representa o lugar para onde vamos quando nos voltamos para dentro de nós mesmos – o centro interior para onde o nossoeu retorna a fim de descansar antes de dar início a novas atividades. Ela é a base de operações a partir da qual encontramos a vida. Por esta razão, tem sido tradicionalmente associada ao lar, à alma e às raízes do ser.

Conceitos-chave: a consciência autorreflexiva e a assimilação de experiências das primeiras três Casas. A integração da mente, corpo e sentimentos em volta de um Eu central. Um sentido do “Eu aqui dentro” que está vivenciando e fazendo. A manutenção de características individuais do self de maneira estável. O que encontramos quando nos voltamos para dentro de nós mesmos? Nossa base interior de operação. O lar. Como somos em nossa privacidade. As raízes do ser. A alma como intermediária entre nós mesmos e os acontecimentos. A influência da nossa família de origem em nós. A atmosfera da nossa primeira infância e as condições iniciais. Qualidades que temos provenientes de nossas origens raciais ou étnicas. A influência do “parente oculto”, em geral, o pai. A imagem congênita do pai em questão. Como terminamos as coisas. Condições que cercam o fim da vida.

Casa 5 – Casa natural de Leão – Regida pelo Sol

Na 4ª Casa, descobrimos nossa própria e discreta identidade, mas na 5ª nos revelamos. O fogo da 1ª Casa arde sem mesmo saber que arde; o fogo da 5ª Casa grassa de uma forma consciente e é alegremente abanado pelo self. A natureza da vida é crescer, e esta casa reflete nossa pressa em nos expandir, em nos transformar mais e mais e de iluminar a vida como um sol. No momento em que atingimos a 5ª Casa, sabemos que não somos todas as coisas; mas também não ficamos contentes por sermos apenas “alguém” – temos que ser alguém especial. Nós não somos tudo, mas podemos tentar ser a coisa mais importante que há.

O Sol é como o ego pessoal ou o Eu, o centro da consciência ao redor do qual os diversos aspectos do self circulam. Precisamos nos lembrar de que o Sol, embora centro vital e importante, não é o único Sol na galáxia – é apenas um entre muitos. As palavras de uma canção popular nos lembram de que “todo mundo é uma estrela”.

Conceitos-chave: a ânsia de nos distinguirmos como únicos e especiais. A ânsia de expandir e estender nosso território de influência. O desejo de ser o centro, de ter algo rodando à nossa volta. Geração, a habilidade de produzir. O jorrar do self e a ânsia da autoexpressão criativa. A expressão artística. As buscas que nos dão a alegria de estarmos vivos, que envolvem nosso coração e todo nosso ser. A recreação, os hobbies, os divertimentos de nosso tempo livre, os prazeres, os acontecimentos esportivos, o jogo e a especulação. O romance: que tipo de pessoa nos faz ferver o sangue e o que acontece durante os casos de amor. O sexo: a habilidade de atrair outras pessoas para junto de nós e de agradá-las. A alegria de nos sentirmos amados. As crianças, a extensão física do self. Como são as nossas crianças ou o que projetamos nelas. A criança que existe dentro de nós. Brincar. Gosto pessoal.

Casa 6 – Casa natural de Virgem – Regida por Mercúrio

A 6ª Casa nos lembra de nossos limites naturais e a necessidade de uma melhor autodefinição. Ela nos pede que respeitemos e reconquistemos a “perfeição de nossa natureza original”, que nos tornemos o que somos por nós mesmos (nem mais nem menos), e que vivamos isso em nossas vidas de cada dia. Nossa verdadeira vocação é sermos nós mesmos.

Chegou a hora de tirarmos de dentro de nós, de discriminar nossas prioridades, de avaliar o uso que estamos fazendo de nosso poder e de nossas capacidades e, acima de tudo, de reconhecer os limites e a verdade de nossa própria natureza e humanidade.

Conceitos-chave: maior aprimoramento e diferenciação do self. Caracterizando o self vendo como nos diferenciamos de outra pessoa. Dividir as coisas em partes (lado esquerdo do cérebro). Discriminação e seleção. Avaliar o uso que fazemos de nosso poder, energia e capacidade. A relação entre aquilo que somos internamente e o que nos rodeia por fora; a correlação entre o mundo interior da mente e dos sentimentos e o mundo exterior da forma e do corpo. A relação corpo-mente. O ajuste à necessidade e à vida com suas limitações. A realidade mundana de todos os dias, os rituais diários. Nosso relacionamento com serviçais, trabalho pago, empregados. Nossas qualidades como serviçais. Como encaramos o trabalho e nosso relacionamento com os colegas de trabalho. Perícia profissional, atenção a detalhes, perfeição e competência técnica. Relacionamentos em desigualdade. Problemas de saúde: a natureza de problemas físicos e o significado psicológico oculto de certas doenças.

Casa 7 – Descendente – Casa natural de Libra – Regida por Vênus

O Descendente é o ponto oposto ao Ascendente. Tradicionalmente, o Ascendente é considerado o “ponto de autoconsciência” e o Descendente é considerado o “ponto de consciência dos outros”. Ele descreve nossos relacionamentos e as qualidades (junto com os planetas da 7ª Casa) que procuramos em nosso companheiro. Indica que espécie de atividades darão ao indivíduo as experiências de que ele precisa para entender o significado dos outros.

Do mesmo modo, a 1ª Casa é tradicionalmente conhecida como “a casa do self”. A 7ª Casa, a mais afastada da 1ª, é rotulada como “a casa do não-self”. Ela é também conhecida como “a casa do casamento” e curiosamente como “a casa dos inimigos declarados”. Entende-se aqui por casamento qualquer relacionamento baseado em compromisso mútuo, contraído legalmente ou não. Na 7ª Casa duas pessoas se unem com um propósito – para melhorar a qualidade de suas vidas formando uma família o que tende a lhes propiciar maior segurança e estabilidade e aliviando-as da solidão e do isolamento.

Conceitos-chave: o religamento do “Eu” com o “Não-Eu”. Os tipos de atividade que nos permitem entender o significado dos outros. Relacionamentos baseados em compromisso mútuo, legal ou não. O parceiro do casamento ou “o significativo outro”. O tipo de parceiro que nos atrai. O que desejamos absorver dos outros. O que de nós mesmos projetamos em nosso parceiro. O que trazemos para o relacionamento. Inimigos declarados: o que vemos nos outros que não gostamos em nós mesmos. A atmosfera geral em relacionamentos íntimos. Como encaramos a sociedade. O processo de coletivização e de socialização. Os apetites mais baixos. O quanto eu tenho que me curvar e cooperar versus o quanto eu afirmo minha individualidade.

Casa 8 – Casa natural de Escorpião – Regida por Plutão

A 8ª Casa tem muitos títulos. Uma vez que ela é oposta à 2ª Casa, a “dos meus valores ou bens”, costuma ser chamada de “a casa dos bens dos outros”. Isso pode ser tomado quase ao pé da letra. Os signos e os planetas na 8ª Casa sugerem como nos portamos financeiramente no casamento, em relação a heranças e em associações de trabalho.

No entanto, a 8ª Casa é muito mais do que só o dinheiro dos outros. Ela descreve “com quem vamos compartilhá-lo” e a maneira pela qual nos entrosamos com os outros. Elaborando e expandindo o que começamos na 7ª, a 8ª Casa é a essência dos relacionamentos: aquilo que acontece quando duas pessoas – cada uma com seu temperamento, seus recursos, seu sistema de valores, suas necessidades e seu relógio biológico – começam a aparecer. Uma superabundância de questões e conflitos está prestes a eclodir.

Conceitos-chave: o que é compartilhado entre as pessoas. O dinheiro dos outros. Como nos saímos financeiramente no casamento ou em associações de negócios. Heranças, legados, impostos, contas bancárias, contabilidade, investimentos, etc. Como o sistema de valores do parceiro interage com o nosso. O que acontece quando duas pessoas estão intimamente ligadas e tentam ser uma só pessoa. O relacionamento como catalisador para mudanças. Como destruir velhas fronteiras do ego e abrir novas. Períodos de limpeza e renovação. O aparecimento na superfície de problemas não resolvidos de relações de infância através de relacionamentos atuais. O aparecimento do que é “escuro”, instintivo e passional em nós. A criança cheia de raiva que existe em nós. Como conter e transformar energia crua e primordial. Sexo com o significado de transcender o sentido do self separado. Procedimentos de divórcio. A Morte: a morte física ou a morte da identidade do ego. Como morremos ou enfrentamos transições. A descoberta daquilo que é indestrutível em nós. Autorregeneração. Nossa sensibilidade ao ecossistema e o compartilhamento dos recursos do planeta. O plano astral: nossa sensibilidade a planos invisíveis ou intangíveis da existência.

Casa 9 – Casa natural de Sagitário – Regida por Júpiter

A fogosa 9ª Casa se segue às águas turbulentas da 8ª e nos oferece uma ampla perspectiva de tudo que ocorreu até agora. Muita experiência foi acumulada para tentarmos formular algumas conclusões a respeito do significado e do propósito de nossa passagem por aqui.

A 9ª Casa é a parte do mapa mais diretamente ligada à filosofia e à religião – questões a respeito de “porquês e para quês” da nossa existência. É nesta posição que procuramos a Verdade, empenhando-nos em profundidade para compreender as regras existentes e as leis básicas que governam a vida.

Descreve a perspectiva que ganhamos quando nos afastamos para trás e olhamos a vida de certa distância. Deste modo, a 9ª Casa está ligada a viagens e longas jornadas. Viajar pode ser traduzido literalmente por jornadas a outras terras e culturas, ou pode ser compreendido simbolicamente como jornadas do espírito ou da mente – a ampliação de horizontes adquirida através de muita leitura, ou a introspecção desenvolvida através da meditação e da reflexão cósmica.

Conceitos-chave: a procura de significado, propósito, direção e caminhos na vida. Como procurar a verdade e sondar os modelos e as leis ocultas que governam a existência. A mente superior, os processos intuitivos de pensamento e os trabalhos do lado direito do cérebro. A habilidade de envolver um acontecimento com significado e a capacidade de fazer símbolos da psique. A maneira pela qual encaramos os modelos religioso e filosófico. A imagem de Deus. O que nos impulsiona para frente. Vendo a vida à distância. Viagens e longas jornadas. Nossa visão da jornada da vida. As viagens da mente e a educação superior. Sistemas codificados de pensamentos coletivos. A disseminação de ideias: ensinando, publicando, pregando e trabalho promocional. Os apetites mais elevados. A habilidade de sentir a direção para a qual algo está caminhando. Relacionamento com parentes próximos de nossos companheiros.

Casa 10 – Meio do Céu – Casa natural de Capricórnio – Regida por Saturno

Tudo aquilo com que a 9ª Casa sonha, a 10ª Casa traz para a Terra. O Meio do Céu é o ponto mais elevado do mapa e aqui, simbolicamente, os posicionamentos “aparecem” acima de todos os outros do horóscopo. Corresponde àquilo em nós que é mais visível e acessível aos outros, aquilo que “aparece” em nós. Indica como nos comportamos publicamente, a imagem que queremos apresentar ao mundo.

Sugere qualidades pelas quais queremos ser admirados, elogiados, apreciados e respeitados. Mostra aquilo que mais gostaríamos que fosse lembrado como nossa contribuição para o mundo. Esta é a casa da ambição, atrás da qual se oculta a urgência e a compulsão de ser considerado e conhecido.

A 10ª Casa significa a realização da personalidade individual através da satisfação pessoal conseguida usando nossas habilidades e talentos para servir e influenciar a sociedade. Alguns podem até receber aplausos e reconhecimento público por seu grande valor e mérito.

Conceitos-chave: a integração do self na sociedade. A realização da personalidade individual servindo e influenciando a sociedade. A profissão, a vocação e a carreira: nosso escritório e o status na vida. Como enfrentamos o trabalho. As condições atmosféricas que encontramos na esfera da carreira. Como queremos ser vistos trabalhando. Como queremos ser lembrados pela nossa contribuição para o mundo. Nossa classe diante do público e a imagem que queremos promover. Necessidades de realização, reconhecimento e apreço. A ambição. A imagem de um dos pais-modelo. O que achamos que o mundo requer de nós. Nossa atitude diante de figuras de autoridade e do governo.

Casa 11 – Casa natural de Aquário – Regida por Urano

No plano mais profundo, a 11ª Casa representa a tentativa de ir além de nossa egoidentidade e tornar-nos algo maior do que já somos. O caminho certo para conseguir isso consiste numa identificação maior que o self – tal como um círculo de amigos, um grupo, uma crença ou uma ideologia.

Na 11ª Casa existe o desejo de transcender ou de ir além de símbolos existentes e de modelos de nós mesmos. Ansiamos por um selfmais ideal ou por uma sociedade mais utópica. Por esse motivo, foi rotulada como a casa das esperanças, das metas, dos desejos e dos objetivos. O desejo de sermos algo maior do que somos tem de ser acompanhado pela capacidade de considerar novas e diferentes possibilidades.

Nesta casa descobrimos nosso parentesco, não só com nossa família, nossos amigos, nosso país ou aqueles a quem amamos, mas com toda a raça humana.

Conceitos-chave: a ânsia de nos tornarmos algo maior do que somos, para ir atrás de imagens já existentes do self. A identificação com algo maior que o self. Círculos de amigos, tipos de amigos; como nos portamos como amigos e o que projetamos neles. Grupos, sistemas, organizações. A natureza dos grupos aos quais nos juntamos, nosso papel no grupo, como nos sentimos no grupo, o que projetamos nos grupos. Nossa sensibilidade para novas tendências e correntes na atmosfera. A reforma social e as causas. Metas, objetivos, esperanças e desejos. O que encontramos quando alcançamos nossas ansiedades. A consciência grupal e a interconexão com toda a vida. O superorganismo global, o cérebro global e a mente grupal.

Casa 12 – Casa natural de Peixes – Regida por Netuno

A 12ª Casa representa a pressa de dissolução que existe em cada um de nós, uma ansiedade para voltar às águas indiferenciadas do útero materno, para o estado original de unidade. Todo indivíduo intui que sua natureza mais profunda é ilimitada, infinita e eterna. A redescoberta dessa totalidade é a nossa maior necessidade e nosso maior desejo. Em termos espirituais esta ansiedade se transforma num desejo místico de união com nossa fonte e numa experiência direta de fazer parte de algo maior do que nós mesmos. Este é um tipo de saudade divina.

Emergimos da matriz universal da vida, nos estabelecemos como entidades individuais e, depois de tudo, achamos que somos realmente uma coisa só com a criação. Quer nossa conexão com o todo maior seja vivenciada conscientemente quer não, através da 12ª Casa é inevitável que nosso corpo físico morra e se desintegre. Quando o corpo morre, morre também o sentido de termos uma existência física separada. De um modo ou de outro, retornamos ao solo coletivo do qual viemos. O que havia no começo há no fim. Voltamos ao Ascendente para recomeçar uma nova volta da espiral.

Conceitos-chave: como sacrificar o sentido de self separado para emergir com algo maior e, ainda assim, temendo a dissolução de fronteiras. Nebulosidade, confusão, simpatia e compaixão. Tendências escapistas. Meditação e prece. Imersão em álcool e drogas e outras gratificações que servem de substituto para a totalidade. Servir: aos outros, a causas, a crenças ou a Deus. Atividades por baixo do pano, modelos e complexos inconscientes. Ser varrido por compulsões inconscientes. Inimigos ocultos, sabotadores internos ou externos. Influências de causas ou origens nem sempre lembradas. O efeito umbilical e a vida no útero. Carma: o que trazemos de vidas passadas. Energias que nos sustentam e nos destroem. O acesso ao inconsciente coletivo, a imagens míticas e o reino marginal. O inconsciente como um depósito do passado, mas também como reservatório de possibilidades futuras. Como nos portamos ou o que encontramos em hospitais, prisões, museus, bibliotecas e em outras instituições. Algumas indicações de carreiras. Aquilo que sentimos vai nos redimir – aquilo que esperamos nos dará a imortalidade.